Costumo associar as atuais Barras de Cereais ao neo-ecoturismo que se instalou como modismo em nosso meio. Elas são o símbolo deste “movimento”.
A nova moda de acampar e viver momentos no campo tem sido um câncer para o meio ambiente. O mercado dos produtos para esta ação está crescendo em progressão geométrica e muitos são os que têm caído nessa ”arapuca”. Hoje é comum ver, no dia-a-dia das grandes cidades, pessoas usando produtos originalmente desenvolvidos para atividades de campo. Isso é um indicativo do modismo como estas atividades têm sido vistas pela sociedade. Veja no supermercado a sessão “camping” e talvez comprará uma barraca que não vai agüentar sequer uma garoa.
Alinhado ao desenvolvimento deste pseudo-ecoturismo, está o crescente avanço de consumo das chamadas barras de cereais, que teve com precursora no Brasil a marca Nutry.
Mas a maior obstinação que tenho com as barras (super-nutritivas? Consulte o rótulo e compare) de cereais não está somente no produto em si e sim nas suas embalagens, corriqueiramente encontradas jogadas nas trilhas e cachoeiras, antes virgens da presença dos neo-ecoturistas, por vezes clientes de agencias de viagens, que vendem seus “lindos e belos momentos ao lado da natureza”. Até quando eles vão existir?
A verdade é que as embalagens são hoje um indicativo de quanto o local está descoberto por turistas incompetentes que não conhecem o valor da natureza.
Abra os olhos e ILUMINE A ESCURIDÃO. Compre frutas e não se deixem levar pelos produtos anunciados pela mídia. Muitas vezes a arte de viver no campo está nas coisas que se consegue improvisar.
No geral, evite produtos industrializados, sobretudo no campo. Sentir-se-á mais como parte do meio.
Wendell Fabricio